1.
Sede do Governo da Cidade de Buenos Aires
Avenida de Mayo 525
Este edifício –construído
entre 1891 e 1902– é obra do arquiteto
italiano Giovanni Cagnoni. Seu estilo corresponde
ao academicismo francês, com elementos italianizantes.
Em seu interior pode-se ver dois grandes óleos:
“Preparativos de salida”, de Benito
Quinquela Martín e “La Fundación
de Buenos Aires”, de José Moreno Carbonero.
2. Casa da Cultura
(Ex-edifício do jornal “La Prensa”)
Avenida de Mayo 575
Esta construção, de
estilo academicista francês, foi inaugurado
em 1896 e foi projetada pelos engenheiros Gainza
e Agote. No primeiro andar se destaca o Salão
Dourado, uma cópia exata de um salão
do Palácio de Versalles. Foi a sede do jornal
“La Prensa” e foi construído
com transmissores e receptores de cabos de notícias
e telefones. O edifício termina em uma estátua
de bronze que segura uma tocha e uma folha escrita,
como símbolo da libertade de imprensa. O
farol da tocha era utilizado para divulgar notícias,
através de luzes multicoloridas.
Atualmente, é sede da Secretaria de Cultura
do governo portenho e lugar onde são realizadas
numerosas atividades culturais gratuitas.
3. El Cabildo
Avenida de Mayo e Bolívar
O Cabildo era a sede do Gobierno
de Buenos Aires nos tempos da colônia. Os
membros do Cabildo –escolhidos pelo voto público
dos moradores que se reuniam semanalmente.
A obra original foi dirigida pelo arquiteto italiano
Giovanni Andrea Bianchi; foi inaugurado em 1740.
Ao longo dos séculos sofreu numerosas modificações,
dentre as quais a perda de seis das onze arcadas
que tinha. Em seus salões foi oficializada
a Revolução de Maio (primeira expressão
da independência da Espanha) com a nomeação
da Primeira Junta de Governo em 1810.
Em seu interior funcionam o Museu do Cabildo e a
Revolução de Maio, a Comissão
Nacional de Monumentos, Passeios e Museus Históricos
e uma feira de artesanato.
4. Passagem Roverano
Av. de Mayo 506
Esta passagem- que leva o nome de
seu primeiro proprietário- foi construído
em 1878, mas precisou ser remodelado quando foi
aberta a Avenida de Maio. Os materiais e a mão-
de-obra são excelentes, como se vê
nos vitrôs, nas vitrinas curvas e nas originais
carpintarias de bronze dos locais . Une a “Avenida
de Mayo” com “Hipólito Irigoyen”
é a única casa que tem uma entrada
particular à linha A (estación Peru)
de Subterrâneos (metrô).
5. Estação
Peru de subterrâneo (metrô)
Avenida de Mayo 500
A linha A de subtes (metrô)
–inaugurada em 1913– foi a primeira
de Buenos Aires e da América do Sul. A estação
Peru conserva a arquitetura da época de sua
abertura e cartazes publicitários antigos.
6. Confeitaria “London
City”
Avenida de Mayo 599
“El London” foi inaugurado
em 1954, e desde então é visitado
por políticos, artistas e empregados que
trabalham no centro. Em suas mesas, o escritor argentino
Júlio Cortázar escreveu a novela,
“Los prêmios”, que na primeira
página diz “Era en El London de Peru
y Avenida” ( Era no London de Peru e Avenida...”).
7. Palácio Urquiza
Anchorena
Avenida de Mayo 747
Uma passagem deste edifício
liga a Avenida de Mayo e a Av. Rivadavia. Foi construído
pelo engenheiro Sanguinetti, em 192l. A cúpula
deste edifício é uma das 24 da Avenida
que serão iluminadas pelo governo portenho.
8. Palácio Vera
Avenida de Mayo 767 - 777
Este palácio art noveau, com
sus linhas curvas e vidros biselados, foi construído
em 1910 pelos arquitetos Prins e Ranzenhofler para
residência da família Díaz Vélez.
Atualmente, funcionam duas livrarias especializadas
em primeiras edições e exemplares
raros.
9. Café Tortoni
Avenida de Mayo 825
Fundado em 1858 por um imigrante
francês, é o café mais antigo
de
Buenos Aires. Encontra-se em sua localização
atual desde 1880 ( no princípio funcionava
na esquina).
Em 1898, foi aberta a magnífica porta sobre
a Avenida de Mayo.
A fachada é obra do arquiteto Alejandro Christophersen.
Duas décadas mais tarde, o Tortoni já
era centro de reunião da intelectualidade
portenha. No interior do café –habitualmente
superlotado de portenhos e de estrangeiros —
quadros, poemas e bustos mostram sua história.
No Tortoni se apresentam espetáculos de jazz
e de tango; nos fundos pode-se jogar pool. No cardápio
subsistem algumas bebidas em extinção,
como “la leche merengada” (o leite merengada).
10. Hotel Castelar
Avenida de Mayo 1150
Esta obra do arquiteto Mario Palanti,
responsável também pelo Palácio
Barolo, foi inaugurada em 1929. Um dos hotéis
mais importantes de Buenos Aires, o Castelar alojou
o poeta espanhol Federico García Lorca durante
os seis meses que viveu na cidade, na década
de 1930.
O hotel também foi sede de uma famosa “peña”
de artistas que reunia a Norah Lange, Jorge Luís
Borges, Oliverio Girondo e muitos outros.
11. Teatro Avenida
Avenida de Mayo 1212
Foi inaugurado em 1908 com uma obra
de Lope de Vega. As “zarzuelas da Avenida”
foram um clássico em Buenos Aires até
que, por um incêndio, o teatro foi fechado
em 1979. A reabertura foi em 1994, com a apresentação
do cantor espanhol Plácido Domingo.
Atualmente, este teatro conserva sua tradição
dramática espanhola.
12. Bar “Los
36 billares”
Avenida de Mayo 1265
Inaugurado em 1894, “Los 36
billares” é um dos bares mais tradicionais
de Buenos Aires e um dos centros mais importantes
de bilhar de todo o país. Possui mesas de
pool, de snooker e ...como não podia deixar
de ser... de bilhar.
13. Hotel Chile
Avenida de Mayo 1297
Esta obra do arquiteto francês
Jules Dubois é um expoente do estilo art
noveau do princípio do século, com
fachada de linhas sinuosas e ricos detalhes ornamentais.
O hotel abriu em 1935.
14. Antiguo Hotel Majestic
Avenida de Mayo 1317
Obra dos arquitetos Federico Collivadino
e Ítalo Benedetti, foi terminado de construir
em 1909. O hotel alojou muitos hóspedes ilustres,
como Nijinsky e Lê Corbusier. Atualmente,
é sede de uma sucursal da Administración
Federal de Ingresos Públicos (AFIP) e abriga
o museu do organismo, onde são exibidos desde
instrumentos para fabricar álcool, até
um baú que era usado para arrecadar impostos
no século XIX.
15. Edifício
ex-jornal “Crítica”
Av. de Mayo 1333
Foi a sede do popular jornal “Crítica”,
propriedade de Natalio Botana. A obra foi dirigida
pelos arquitetos húngaros Gyorgy e Andrés
Kalnay. A fachada apresenta elementos do estilo
art-decó.
No ex-jornal “Crítica”, que teve
seus anos de esplendor entre 1920 e 1930, colaboraram
Raúl González Tuñón,
Roberto Arlt, Jorge Luís Borges, Ulyses Petit
de Murat e Florencio Escardó.
Atualmente aloja escritórios da Polícia
Federal.
16. Edifício
Barolo
Avenida de Mayo 1370
O Palácio Barolo foi construído
pelo arquiteto italiano Mario Palanti para Luís
Barolo, um poderoso empresário têxtil.
Inaugurado em 1923, foi o edifício mais alto
da cidade de Buenos Aires até a construção
do Kavanagh em 1935. Cada piso tem um desenho diferente
e a cúpula central está à altura
de um piso 24. Há muitos anos funciona como
edifício de escritórios. Na cúpula
há um farol de 300.000 velas que eram usadas
para divulgar noticias.
Palanti era um estudioso do Dante
Alighieri; o edifício, de estilo neogótico
romântico, está cheio de analogias
e referências à Divina Comédia.
A planta do edifício está construída
baseada na seção áurea e ao
número de ouro. Como a Comédia, o
Palácio está dividido em três
partes: Inferno, Purgatório e Céu.
O farol representa os nove coros angelicais. Sobre
o farol está a constelação
do Cruzeiro do Sul, que se vê alinhada com
o eixo do Barolo nos primeiros dias de junho às
19h 45 min. A altura do edifício é
de cem metros e cem são os cantos da Divina
Comédia. O Palácio Salvo, em Montevidéu,
é irmãos gêmeo do Barolo.
17. Edifício
“La Inmobiliaria”
Avenida de Mayo entre Luis Saénz Peña
e San José
O edifício leva o nome de
seu primeiro proprietário, uma companhia
de seguros. A obra é de 1910 e foi projetada
por Luís Broggi. Suas cúpulas vermelhas
e suas linhas gerais são consideradas neo-renascentistas.
No último piso pode-se ver as estátuas
de Vênus e Apolo.
18. Congresso Nacional
Avenida Entre Rios entre Hipólito Irigoyen
e Rivadavia
Este edifício é a sede
do poder legislativo e abriga as câmaras de
senadores e deputados. O projeto é do arquiteto
italiano Víctor Meano, porém, depois
de sua morte a obra foi concluída por Júlio
Dormal. A construção foi iniciada
no final do século XIX, e ainda que em uso
desde 1906 não foi concluída até
1946.O Congresso resplandece com a maior cúpula
de toda a cidade.
19. Confitería
(confeitaria) del Molino
Avenida Rivadavia 1801
Ainda que a confeitaria foi
aberta em 1860, o edifício atual foi terminado
de construir em 1917. O projeto, de estilo art nouveau,
é do arquiteto italiano Francesco Gianotti.
Por sua localização –defronte
ao Congresso–foi lugar de encontro dos políticos
argentinos. A confeitaria está fechada desde
1997.